Florbela continua a ser objeto internacional de estudo académico. Da autoria de Iracema Goor Xavier, especialista e mestranda em Literatura e crítica literária pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, foi publicada na Revista Odisseia (PPgEL/UFRN), uma recensão crítica da obra Florbela Espanca: o espólio de um mito, organizada por Ana Luísa Vilela, António Cândido Franco, Maria Lúcia Dal Farra e Fabio Mario da Silva (Lisboa: Edições Colibri, 2012, 361 páginas). Pode ler o texto da recensão em:

http://www.periodicos.ufrn.br/odisseia/article/view/9702/6971

 

foto1

 

convite_florbela_espanca21 de MARÇO / DIA MUNDIAL DA POESIA

FLORBELA ESPANCA

NA BIBLIOTECA PÚBLICA DE ÉVORA

 

Este ano, na Biblioteca Pública de Évora, a comemoração do Dia Mundial da Poesia irá decorrer em torno de Florbela Espanca.

A partir desta data, ficará disponível ao público, através da página da BPE, o espólio existente na instituição relativo à poetisa alentejana.

O espólio reúne um variado conjunto de documentos dos quais se destacam 24 cartas escritas por Florbela Espanca a Guido Battelli nos últimos meses da sua vida, com a indicação expressa do académico italiano, para só serem abertas decorridos 11 anos após a morte de Florbela.

Um caderno contendo 18 poemas autógrafos, entre os quais Ser Poeta, ficará também disponível para consulta pública bem como a 1ª edição do Livro de Soror Saudade, alguns documentos iconográficos e ainda material relativo ao falecimento de Florbela Espanca.

Para além da colocação on-line do espólio, a Biblioteca vai também ter patente, entre os dias 21 de Março e 17 de Abril, uma mostra bibliográfica com parte desta documentação à qual se juntará outro material existente nas coleções da B.P.E. como jornais e revistas com publicação de poemas de Florbela Espanca ou ainda obras cuja tradução foi da responsabilidade da poetisa.

No dia 21 de Março a poesia vai também sair à rua numa iniciativa conjunta da Biblioteca e da Associação Comercial do Distrito de Évora contando com a colaboração da Escola Secundária Gabriel Pereira e da EB1 de São Mamede. Os alunos destas escolas irão percorrer as ruas do Centro Histórico declamando poesia em espaços públicos e nas lojas aderentes a esta iniciativa.

Quem fizer compras nestas lojas poderá levar um saco especial… com poesia!

Cumprimentos,

A Biblioteca Pública de Évora

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Évora: Biblioteca disponibiliza espólio sobre Florbela Espanca

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A investigadora Severina Gonçalves descobriu seis sonetos inéditos de Florbela Espanca através da antiga aluna Aurélia Borges, que hoje tem 98 anos. “A Exilada” é um desses originais que agora são divulgados.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=701201&tm=4&layout=123&visual=61

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=701201&tm=4&layout=123&visual=61

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Seis poemas inéditos de Florbela Espanca são revelados na sexta-feira

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=3565717

Poemas inéditos de Florbela Espanca revelados sexta-feira

Diário Digital

Seis poemas inéditos de Florbela Espanca, poetisa que viveu entre 1894 e 1930, vão ser divulgados na próxima sexta-feira, em Lisboa, anunciou hoje Paulo

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=672191

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Florbela Espanca: Memorial em Vila Viçosa

Recentemente inaugurado em Vila Viçosa, o belíssimo Memorial à Casa onde nasceu Florbela Espanca ergue-se, como um pórtico, no exacto local onde, décadas atrás, estava a porta de entrada da casa onde nasceu a grande poetisa calipolense.

Já desaparecidas, como tantas outras, a rua do Angerino e a casa onde Antónia Lobo deu à luz Florbela, foram necessários, para a construção deste monumento, acurados estudos de topografia, baseados em fotografias de data anterior às obras que, sob a direcção de Duarte Pacheco, deram em meados do século XX nova morfologia urbana a Vila Viçosa. Os estudos e a concretização do Memorial estiveram a cargo do Arquitecto Helder Soeiro e da sua equipe (nas fotos), profissionais ao serviço da Câmara Municipal de Vila Viçosa, presidida pelo Engenheiro Luís Roma.

Na sua nobreza simples, o pórtico abre-se literalmente ao espectador, convidando-o a um forte investimento simbólico e referencial. O monumento consta de uma moldura maciça em mármore negro, inspirada justamente na cantaria e no vão da porta representadas na fotografia que aqui reproduzimos. Adicionalmente, foi colocada uma pedra branca, circular, assinalando o ponto preciso de confinamento da casa com o passeio. Mais do que um monumento, o Memorial é um convite à entrada no universo poético e existencial de Florbela.

A cerimónia de inauguração do Memorial, realizada ao fim da tarde do passado dia 24 de Setembro de 2013, contou com a participação emocionada da população calipolense. Mais informação e fotos acessíveis em:

http://www.cm-vilavicosa.pt/pt/conteudos/noticias/Inaugurado%20Memorial%20que%20assinala%20local%20onde%20Florb.htm

DSC_0590 Foto 1 IMG_20130925_171843 IMG_20130925_171849

 

-> Memória Descritiva – Memorial Florbela

-> PLANTA da Casa de Florbela
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Filme «Florbela» lidera prémios de cinema Sophia

http://www.lux.iol.pt/nacionais/filme-florbela-lidera-premios-de-cinema-sophia-florbela-premio-premios-sophia-cinema/1496427-4996.html

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Florbela continua a “mexer”, agora em Espanha!

Charneca en flor. XXXII FERIA DEL LIBRO DE BADAJOZ. Editora Regional de Extremadura

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DIÁRIO DO SUL, ÉVORA, 3 DE MAIO DE 2013

O ROTEIRO DE FLORBELA
A Sociedade Recreativa e Dramática Eborense tem em cena a peça teatral A PRIMEIRA MORTE DE FLORBELA ESPANCA da autoria do prof. ANTÓNIO CÂNDIDO FRANCO.Depois da apresentação em Évora,na sede da coletividade no passado dia 25 de Abril,com lotação esgotada e generalizado agrado do público, e na Marinha Grande integrando o primeiro festival de teatro da associação União e Império Marinhense ,Florbela volta a apresentar-se ao público eborense no próximo dia 4 de Maio.
A lógica deste espetáculo, que está disponível para aceder aos convites que lhe forem dirigidos, é fazer o ROTEIRO DE FLORBELA,ou seja as localidades onde Florbela viveu ou que a ela estejam associadas e que transparecem do próprio texto teatral em boa hora levado á cena pelo grupo cénico da SRDE,para além da participação numa série de conferências em preparação , de homenagem aos  ESPANCA.
Temos assim as várias referências no texto que nos dá conta  que FLORBELA DA CONCEIÇÃO DA ALMA ESPANCA,sendo que o seu próprio nome não é consensual,nasceu em 8 de Dezembro de 1894 em VILA VIÇOSA no Alentejo e a mãe era Antónia da Conceição Lobo “uma desgraçada que morreu com vinte e tantos anos,abandonada e blasfema…” e João Maria Espanca “ fotógrafo…casado com Mariana do Carmo Toscano” sendo, por isso Florbela “filha do pecado .. Mariana do Carmo, fez batizar Florbela na Igreja de Nossa Senhora da Conceição,Vila Viçosa e tornou-se ela própria madrinha da filha do marido”,o que “…libertou Florbela de todos os pecados mortais dos pais…”.
Aos doze treze anos Florbela foi estudar para o liceu de ÉVORA “…onde começou a namorar e aos dezasseis apaixonou-se por um colega do liceu de Évora,com quem casou pelo registo civil,aos dezanove,depois de o pai a ter emancipado…” e  onde “fui então a menina e moça das ruas ermas”.
Pouco tempo depois de casada,pôs uma ação de divórcio contra o marido no Tribunal de ÉVORA,pois estava “…aborrecidamente farta do ambiente simplório que o rapaz lhe deu na vila do REDONDO,para onde foram viver.”
“Quando se decretou o divórcio vivia amancebada com um alferes da Guarda Nacional Republicana.Casou com ele numa Conservatória do REGISTO CIVIL DO PORTO e foram para LISBOA viver num bairro modesto da periferia…”
“ Quando o alferes entregou, em Abril de 1924 a acção de divórcio em Lisboa contra ela,já Florbela estava comprometida com outro homem,um médico que era colega do seu segundo marido…Florbela tinha na altura vinte e nove anos.Desde o vinte e sete que pensava em se matar…estava farta de viver”.
“ O médico desculpava-a a como se desculpa uma doente.Casou com ela na igreja de Esmoriz a 29 de Outubro de 1925… é de família cumpridora,devota do senhor BOM JESUS DE MATOSINHOS .
O drama e a trama decorrem sempre no mesmo cenário,o seu quarto de dormir na casa de MATOSINHOS,rua 1 de Dezembro,onde viveu com o seu terceiro e último marido, o médico Mário Lage que dela tratou”… com a indiferença de um médico” e onde  morreu em 8 de Dezembro de 1930,precisamente no dia em que completava 36 anos de idade.
VILA VIÇOSA,ÉVORA,REDONDO,PORTO e finalmente MATOSINHOS,de onde foram trasladados os seus restos mortais para o cemitério de Vila Viçosa,logo á entrada, como que a saudar e a dar as boas vindas a todos que ali são acolhidos no eterno descanso.
Assim,temos reconstituído o ROTEIRO vivido por  FLORBELA que agora se pretende revisitar  e ao mesmo tempo evocar a vida e obra da imortal poetisa Alentejana.
Mais tarde e pela mão amiga do italiano  GUIDO BATTELI a obra de Florbela havia de expandir  para PORTUGAL  e para o MUNDO,onde tem lugar reservado na galeria dos IMORTAIS.
Aproveitamos a oportunidade para convocar os amantes e admiradores de Florbela para a leitura da Revista Callipole,nº21-2012 ( número especial) O ESPÓLIO DE UM MITO editada pelos professores ANA LUÍSA VILELA,ANTÓNIO CÂNDIDO FRANCO,MARIA LÚCIA DAL FARRA e FABIO MARIO DA SILVA dada á estampa pela editora COLIBRI com o apoio sempre presente e interessado da CÂMARA MUNICIPAL DE VILA VIÇOSA e do seu presidente   a propósito de um seminário que decorreu  nesta vila alentejana em finais  de 2011,onde se reúnem os mais recentes trabalhos dos investigadores e estudiosos da vida e da obra da grande Caliponse  e Alentejana que foi  FLORBELA ESPANCA.

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  FLORBELA ESPANCA ( A PRIMEIRA MORTE)

     No âmbito das comemorações do 116º aniversário da coletividade,o GRUPO CÉNICO da Sociedade Recreativa e Dramática Eborense ( ANTIGA MOCIDADE),leva à cena no próximo dia 25 de Abril,pelas 21-30 horas, um original do professor ANTÓNIO CÂNDIDO FRANCO, A PRIMEIRA MORTE DE FLORBELA ESPANCA,inspirado na vida e obra da grande e imortal poetisa alentejana.

     O autor inspirou-se   num dos frequentes percalços de saúde que Florbela teve antes do acidente que a levou na noite de 7 de Dezembro de 1930.Mário Lage o terceiro e último marido de Florbela escrevia de Matosinhos,onde Florbela viveu nos últimos anos da sua curta existência,ao sogro João Maria Espanca,alarmado com a situação de Bela.”Desde ontem pela manhã que está num estado de sonolência,sem falar e parece que sem ouvir…”

    A  partir desta situação imaginária e porque se tratou de uma primeira morte e “ alma há-de ser JULGADA pelo bem e pelo mal que fizer neste mundo” é necessário saber se Florbela merece “ir para o céu ou para o Inferno”.

     E do que se trata é de um JULGAMENTO para saber qual o destino  da alma de Florbela.Para fazer essa avaliação, é preciso saber quem foi Florbela,onde nasceu,o que fez,o que pensou o que escreveu,como se comportou na vida e na poesia e qual  o seu relacionamento com a religião e os seus dogmas.

     E pela pena inspirada e inspiradora de ANTÓNIO CÂNDIDO FRANCO,em cerca de uma hora de espetáculo,pelos nossos olhos e sobretudo pelos nossos sentidos perpassam os sonhos,os medos, as angustias, a esperança e a revolta de Florbela.Na VIDA e na MORTE (quem me dera morrer na morte…).   E sobretudo a sua comovente sensibilidade poética feminina,para além da recriação de um ambiente e uma atmosfera florbeliana que muito valorizam esta apresentação.

   E também esta faceta do ser MULHER,e mais do que ser mulher do ser FEMININA de Florbela,está  presente no belíssimo texto de ANTÓNIO CÂNDIDO que a SRDE tem a honra e o privilégio de apresentar ao publico,com uma nota de reconhecimento pela disponibilidade,carinho e entusiasmo do autor na concretização deste projeto.

    Para  montar este espetáculo foi necessário reunir um grupo de atores amadores,na sua quase totalidade ,e muitos deles a pisar “as tábuas” pela primeira vez,todos eles imbuídos de um espírito de entrega e dedicação notáveis e do espirito florbeliano induzido pelo texto,pois só,com esse espírito foi possível preparar este espetáculo em menos de dois meses.

   Deste grupo de amadores disse o encenador que não os trocaria por nenhum ator do mundo e por ser de justiça aqui vão os seus nomes,para memória futura,na certeza de que para muitos deles a sua ligação ao teatro ficará definitivamente ligada  a esta Florbela…o irrequieto ÁLVARO BANDEIRA,a sofrida MARGARIDA PINTO,a tímida TERESA RAQUEL,a perfecionista RITA CARRAPATO,o mestre ÀLVARO CORTE REAL,o confiante ABÍLIO ALMEIDA,o generoso JOSÉ VARGE,a otimista GERTRUDE VARGE,a sóbria CARLA MARTINS e o paciente  REINALDO NUNES e o  disponível NUNO TOMÁS na técnica,  a todos envolvo  num grande e fraternal abraço,aconteça o que acontecer no dia do espetáculo.

   Que saiba o publico onde o espetáculo se irá apresentar ser digno do esforço,da dedicação e do empenho que este grupo colocou na sua apresentação,que para tantos deles constitui um exercício de superação e de realização de um sonho.

    Termino com FLORBELA na interpretação exuberante da tímida TERESA RAQUEL “ O meu mundo não é como o dos outros,quero demais,exijo demais.Há em mim uma sede de infinito,uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo,pois estou longe de ser uma pessimista,sou antes uma exaltada,com uma alma intensa,violenta, atormentada,uma alma que se não sente bem onde está,que tem SAUDADES…sei lá de quê”.

    Se fosse um critico de teatro, e não sou, diria espetáculo a não perder.Em todo o caso arrisco a dizer ESPETÁCULO A NÃO PERDER.

Év.21.04.2013

A. Póvoa Velez

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A  Sociedade Recreativa e Dramática Eborense tem o prazer de convidar
os seus associados familiares e amigos para a estreia da peça de teatro
FLORBELA ESPANCA (A primeira morte), no dia 25 de Abril próximo pelas
21,30 horas.

TEATRO

DIAS 25 DE ABRIL  – 21,30 horas

FLORBELA ESPANCA

(A PRIMEIRA MORTE)

DE ANTÓNIO CÂNDIDO FRANCO

pelo Grupo Cénico da Sociedade Recreativa e Dramática Eborense

ENCENAÇÃO DE ANTÓNIO VELEZ

ENTRADA LIVRE

SINOPSE

O drama inspira-se num dos percalços de saúde que Florbela teve antes
da acidente que a levou na noite de 7 de Dezembro de 1930. Mário Laje
escrevia ao sogro, em 28 de Agosto de 1928, alarmado com a situação de
Bela: _“Desde ontem pela manhã que está num estado de sonolência,
sem falar e parece que sem ouvir.”_ O drama decorre sempre no mesmo
cenário, o seu quarto de dormir na casa de Matosinhos, rua 1 de
Dezembro, onde viveu com o seu terceiro marido, o médico Mário Laje.
Está dividido em três actos, um prólogo e um epílogo.

O AUTOR

ANTÓNIO CÂNDIDO FRANCO nasceu  em Lisboa em 1956, onde cresceu e
estudou. Em 1989 veio lecionar  para a Universidade de Évora na área
da literatura e cultura portuguesas, onde atualmente se mantém.

Publica livros desde 1976, sendo um apaixonado do SURREALISMO PORTUGUÊS
e das suas relações com TEIXEIRA DE PASCOAES.

Romanceou algumas figuras da Historia de Portugal (Pedro, Inês, Isabel
de Aragão,  Leonor Teles e Carlos de Bragança). Entre as obras
publicadas citam-se: A  Literatura de Teixeira de Pascoaes (2000), A
Rainha Morta e o Rei  Saudade( 2003), A Herança de D. Carlos(2008),
A Vida Ignorada de Leonor Teles (2009) e ainda AUTOS DO FOGO ANALÓGICO
(2012) um conjunto  teatralizado de textos sobre diversas
personalidades da História de  Portugal, no dizer do autor “cenas de
teatro, para acordar a História do  sono da realidade, ou para a
livrar do cárcere da verdade, despertando-a  para o mistério da
poesia e para o sol incrinado que arde sem se ver”.

A obra que agora se apresenta a público, no título original A
PRIMEIRA MORTE DE FLORBELA ESPANCA foi editada numa primeira versão
em 1999, revista pelo autor em 2009 pela editora Licorne.

Participou num seminário sobre FLORBELA ESPANCA com um ensaio
“Dramatizações da Saudade em Florbela Espanca” que decorreu em Vila
Viçosa em 2011, com os mais ilustres e insignes estudiosos da vida e
obra da grande poetisa alentejana”.

FICHA ARTÍSTICA

ÁLVARO BANDEIRA
_Mário Laje_

MARGARIDA GODINHO
_Empregada (Albina)_

ANTÓNIO VELEZ
_São Pedro_

RITA CARRAPATO
_Anjo_

TERESA RAQUEL
_Florbela Espanca_

ÁLVARO CORTE REAL
_Satanás_

ABÍLO ALMEIDA
_Santo Agostinho_

JOSÉ VARGE
_São Tomás_

GERTRUDES VARGE
_Virgem Maria_

CARLA MARTINS
_Psicopompo_
SOM E LUZES
_Reinaldo Nune_
_Nuno Tomás_

ENCENAÇÃO
_António Velez_


SOCIEDADE RECREATIVA E DRAMÁTICA EBORENSE
(Antiga Mocidade)
http://srdeborense.blogspot.com [1]
Avenida da Universidade   *   7005-284 ÉVORA   *   tel.: 266
703 284

Links:
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[1] http://srdeborense.blogspot.com

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Florbela Espanca. Poesia viva e sexualidade à flor da pele

http://www.ionline.pt/boa-vida/florbela-espanca-poesia-viva-sexualidade-flor-da-pele

Jornal ” I ”
Por Vanda Marques, publicado em 12 Mar 2012 – 18:31
O realizador Vicente do Ó apresentou esta semana o filme “Florbela”, sobre a
vida da poeta de Vila Viçosa. Vanda Marques falou com vários investigadores e
professores de literatura para perceber o que tem de especial a poesia de
Florbela. A viagem chegou ao Brasil

Divorciada, poeta, mulher capaz de usar calças num tempo em que isso era impensável,
filha de uma mãe de aluguer e de um pai que a acarinha, a educa, mas não a assume no
papel. Uma das sete alunas de Direito na Universidade de Lisboa, sem nunca conseguir ser
respeitada pelos círculos literários e entrar pela ilustre porta dos iluminados da literatura.
Maltratada pelo salazarismo, que a vê como uma mulher fácil. “O jornal católico ‘A Época’
considerava o ‘Livro de Sóror Saudade’, típico de uma “escrava de harém”, desmoralizador,
escrito por uma Vénus impudica; ele incitava Florbela a purificar os lábios com ‘carvão
ardente’”, explica Maria Dal Farra, uma das maiores especialistas na obra de Florbela
Espanca.
Mesmo assim, Flor Bela de Alma da Conceição Espanca, nascida em 1894, nunca foi
esquecida, como provam as várias edições dos seus sonetos e contos. “Na literatura
portuguesa, Florbela é até certo ponto uma voz isolada. No entanto, aquela energia
passional, um bocadinho vulcânica, às vezes escancarada, elementar – parece continuar a
comunicar directamente com os leitores, passando por cima dos críticos, da Academia…
Toda a gente entende Florbela, toda a gente tem o seu lado Florbela”, diz Ana Luísa Vilela,
professora de Literatura na Universidade de Évora.
A investigadora define o que a torna única: “O ADN da poesia de Florbela é o mal-estar dos
15 anos, quando a vida é demasiada e a gente não se entende. A energia terrível da
adolescência está lá toda, nos versos dela, e nós amamo-la por isso. Nunca nos ‘curamos’ de
Florbela: ela é, exactamente, incurável. Como nós.”
Maria Dal Farra, professora brasileira da Universidade do Sergipe, conhecida como a maior
florbeliana, tem mais uma explicação. “A Florbela é uma grande comunicadora. Ela dizia
que suas cartas de amor não eram mais que a sua necessidade de fazer frases! Há nos seus
versos a passada de um laço de intimidade com o seu interlocutor que o torna preso dos
seus encantos femininos e poéticos. Ela entorta o estereótipo, ela inverte a vassalagem
amorosa, ela faz declaração de cio com uma espontaneidade que desarma, e tudo dentro de
uma delicadeza e elegância primorosas. Ela tem um poder de sedução danado!” A
sexualidade feminina até então no armário é transformada em poesia, é reclamada como
direito e louvada como tal.
Claudia Pazos-Alonso, professora na Universidade de Oxford, que escolheu Florbela como
objecto da sua tese de doutoramento, quando percebeu que a autora ainda era pouco
estudada, sublinha que essa é uma das suas singularidades. “A forma como encara e
verbaliza a sexualidade feminina é excepcional”, explica ao i, por telefone. Basta recordar
uma parte do soneto “Tarde no Mar”, publicado em “Charneca em Flor”, em 1930: “E, sobre
mim, em gestos palpitantes/As tuas mãos morenas, milagrosas/São as asas do Sol,
agonizantes…”. “Sua poesia mostra-nos a perfeita combinação entre o interdito (legado
imposto historicamente às mulheres) e a satisfação por expressar seus desejos mais
recônditos”, explica Fabio Mario Silva, doutorando em Literatura, na Universidade de
Évora, que destaca ainda a relação da angústia com a saudade, sempre presente.
Trabalhar a palavra José Régio foi dos primeiros a falar do trabalho de Florbela de
forma séria. Chamava-lhe poesia viva, e não “um simples bordado, ou devaneio
sentimental”, como os seus contemporâneos faziam, aponta Nuno Júdice, professor na
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa.
Florbela trabalhava o soneto e apostava na sofisticação da língua. “A forma como ela usa o
soneto vai extravasar o seu uso normal ”, defende Claudia Pazos-Alonso. “Há na sua poesia
muitas leituras, de Paul Verlaine a Ruben Darío. Além disso, a questão da saudade nasce do
seu conhecimento profundo da poesia portuguesa, e temos ecos de poetas, de Camões e
António Nobre a Teixeira de Pascoaes, além dos contemporâneos com quem se
correspondia (Raul Proença, Américo Durão, etc.). Não era portanto, em termos literários,
nem uma ingénua nem uma autodidacta”, conclui Nuno Júdice. O professor de Literatura
conta ainda que a descoberta mais interessante da obra de Florbela foi a de um heterónimo.
“Um dos aspectos mais interessantes foi ver como existe a criação de um quase heterónimo:
Soror Saudade – de quem ela fala como se fosse outra. Essa Soror Saudade é a forma de ela
se distanciar do que nela é a pulsão amorosa, física, que a empurra para um amor que nada
tem de ideal. Soror Saudade, pelo contrário, é a monja que dá corpo a um outro tipo de
amor, mais espiritual e simbólico.”
Um dos aspectos que assombram sempre a sua poesia é a hipótese de Florbela Espanca ser
bipolar. Conclusões para psicólogos, mas Claudia Pazos-Alonso aponta: “Não posso dizer
com certeza, mas ela oscila entre os extremos: a exaltação e a depressão. Até dentro dos
próprios livros, como Livro de Soror Saudade.”
Infância “Aos oito anos já fazia versos, já tinha insónias e já as coisas da vida me davam
vontade de chorar.” Florbela Espanca começou a escrever cedo, como a própria contou em
cartas, e a sua primeira obra sai em 1919 – “Livro de Mágoas”, que se esgotou rapidamente.
Tragicamente, o livro que os especialistas apontam como obra-prima é “Charneca em Flor”,
publicado depois da sua morte, em 1930. É o provável suicídio que tragicamente a torna
ainda mais conhecida. Maria Dal Farra defende que a polémica surge quando o seu editor
faz crer que o suicídio, dois abortos, dois divórcios, o suicídio do irmão, a perda da mãe,
estão nos poemas. Em parte é verdade, mas ela não deixa de ser uma poeta que trabalha a
palavra. “Os seus admiradores queriam fazer crer ao leitor de então que sua obra era uma
espécie de comentário à sua vida, e que, lendo-a, você estaria apto a compreender as razões
da sua morte. O responsável por essa disseminação de marketing foi o Guido Battelli, que
queria vender os exemplares do ‘Charneca’”, diz Dal Farra.
Lá fora José Carlos Fernández, autor de uma biografia de Florbela Espanca, editada pela
Edições Nova Acrópole, descobriu a escritora quando chegou a Portugal, em 2004, e ficou
apaixonado pela sua poesia, que diz semelhante à música de Chopin. “Não há nada de
cacofónico, vulgar; as palavras fluem como a água pura de um regato de montanha; outro
rasgo da sua poesia é a pureza das suas imagens, em que não há tramas intelectuais, senão
uma leitura da sua própria alma, sem artifícios”, explica por email.
É fácil perceber que a dimensão de Florbela não é apenas nacional quando Maria Dal Farra
nos conta como foi orientadora de diversas teses sobre ela. “Hoje em dia o meu Grupo do
Diretório de Pesquisas conta com nove pesquisadores de diferentes universidades no Brasil,
em Portugal e na Alemanha, reunidos em torno dela.” Fabio Mario Silva, brasileiro que
estuda a obra da autora, conta por experiência própria que Florbela é mais estudada lá do
que cá. “Os autores portugueses muitas vezes são mais reconhecidos fora de Portugal. A
obra de Florbela Espanca foi mais bem tratada no Brasil. Há imensas dissertações de
mestrado e teses de doutoramento feitas e em curso no Brasil. A maior especialista
florbeliana é a professora brasileira Maria Lúcia Dal Farra, que há anos vem apresentando
trabalhos na academia, lutando contra essa invisibilidade académica portuguesa. No
entanto, o leitor português, esse sim, lê muito Florbela.”

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Correios de Portugal vão emitir selos de Florbela Espanca em 2014

http://online.jornaldamadeira.pt/artigos/correios-de-portugal-v%C3%A3o-emitir-selos-de-florbela-espanca-em-2014

A poetisa Florbela Espanca vai ser homenageada através de um selo, a emitir em 2014, disse hoje em Esposende, o diretor de Filatelia dos Correios de Portugal (CTT), Raul Moreira.
A iniciativa insere-se na emissão filatélica denominada “Vultos da História e da Cultura”, que tem como objetivo “reavivar a memória dos cidadãos em relação a determinadas personalidades com relevância a nível nacional, mas que, por vezes, parecem esquecidas”, explicou.
É o caso de Florbela Espanca, que nasceu em 1894 e morreu com 36 anos, mas que, “nesta sua curta vida, conseguiu escrever muita poesia e contos, um diário, traduziu diversos romances e colaborou ainda com várias revistas e jornais, tendo tido um percurso de vida “notável”, frisou Raul Moreira.
Este ano, os CTT destacam, numa emissão filatélica, a escritora Ilse Losa, nascida na Alemanha há 100 anos, mas que viveu a maior parte da sua vida no Porto e que todos os anos passava férias em Esposende, a cidade natal do marido, o arquiteto Arménio Losa.
Segundo Raul Moreira, Ilse Losa foi “muito importante para a cultura portuguesa”, a par de outras personalidades que os CTT também homenageiam este ano e onde se incluem o escritor Raul Rego, o ator João Villaret, o psiquiatra e psicanalista João dos Santos e ainda o engenheiro civil Edgar Cardoso.
Todos os anos são emitidos “entre 240 a 260 mil selos” com as várias figuras e que podem ser adquiridos em todas as estações dos correios do país, adiantou ainda o responsável dos CTT que garantiu ainda que a iniciativa filatélica “Vultos da História e da Cultura”, que se realiza há “12 anos, é para continuar”.
Os selos de Raul Rêgo e Ilse Losa têm o valor facial de um euro e 60 cêntimos, respetivamente.
Já o selo de João Villaret custa 36 cêntimos, o de João Santos 70 cêntimos e o de Edgar Cardoso terá o valor de 80 cêntimos.

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Convite_Florbela Espanca Espolio de um Mito

Convite_Obras Completas de Florbela Espanca

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O apelo de Florbela
Às 17:30, perto já do crepúsculo – a florbeliana “hora dos mágicos cansaços” – vibrou na Universidade de Évora a voz de Florbela Espanca. A magnífica Sala de Belas Artes da Biblioteca Geral foi o cenário escolhido para o lançamento do nº especial da Revista Callipole, Florbela Espanca. O Espólio de um Mito, realizado na passada sexta-feira, dia 15 de fevereiro.
O volume, organizado por Ana Luísa Vilela, António Cândido Franco (CEL-UÉ), Maria Lúcia Dal Farra (Un. Federal de Sergipe, Brasil) e Fabio Mario da Silva, doutorando da Universidade de Évora, reúne o mais extenso, completo e atual conjunto de textos de caráter ensaístico, dedicados ao estudo da obra da grande poetisa. A Callipole, revista da Câmara Municipal de Vila Viçosa, é, há décadas, uma referência importante nas publicações nacionais de índole cultural.
Isso mesmo fez questão de acentuar Sara Pereira, docente da Universidade e Diretora da BGUÉ, na sua alocução de boas-vindas, em que ainda anunciou a organização de uma exposição sobre “Os Espancas”, assinalando o centenário do nascimento de Túlio Espanca, cujo espólio pertence à UÉ – e para cuja realização conta com a colaboração da autarquia calipolense.
Presente na cerimónia, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Eng.º Luís Roma (ex-docente da Universidade de Évora), sublinhou o gosto particular da autarquia por esta homenagem à poetisa calipolense, materializada agora num volume cujo conhecimento considera indispensável ao estudo da obra de Florbela. Já o representante da editora Colibri, Dr. Fernando Mão de Ferro, destacou a lucidez e sensibilidade da autarquia no apoio a esta edição.
A sub-Diretora do Centro de Estudos em Letras da UÉ, Margarida Reffóios, apresentou a obra, citando a própria autora homenageada; assinalou a qualidade e variedade dos ensaios reunidos no volume e a importância absolutamente peculiar do espólio de Florbela, propriedade do Grupo Amigos de Vila Viçosa. Da mesma forma, Ana Luísa Vilela evocou a voz emocionada da poetisa, agradecendo todos os apoios recebidos para esta edição e para o projeto homónimo, coroado pela realização, em dezembro de 2011, de um Colóquio Internacional em Vila Viçosa.
António Velez, presente na sessão, lembrou ainda a existência da bela peça teatral de António Cândido Franco, A Primeira Morte de Florbela, que sugeriu levar à cena pelo seu grupo, a Sociedade Recreativa e Dramática Eborense.
Assim, na sala de Belas Artes da BGUÉ que, há cem anos, certamente a poetisa frequentou, fez-se de novo sentir o apelo lírico de Florbela – que está hoje, como antes, “exaltantemente viva”.

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Capa Callipole – Revista de Cultura nº.21 – 2012 (número especial)

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“Uma Semana para Florbela” começa hoje na Biblioteca Municipal Florbela Espanca

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03 de Dezembro de 2012

De 3 a 10 de Dezembro, Autarquia homenageia poetisa, dando destaque à sua vida e obra.

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De 3 a 10 de Dezembro, a Câmara Municipal de Matosinhos, através da sua biblioteca, presta um tributo à Poesia, dando especial destaque à vida e obra de Florbela Espanca.
Durante a semana em que se assinala o dia do nascimento e morte daquela que é a patrona da Biblioteca Municipal de Matosinhos (8 de dezembro), um conjunto de atividades como dança, música, exposições bibliográficas e documentais, lançamentos de livros e conversas com autores, vão ter lugar na biblioteca em perfeita harmonia com a Poesia e com a poetisa do Perdidamente.
A entrada é livre e gratuita!
Florbela Espanca nasceu em Vila Viçosa a 8 de Dezembro de 1894 e morreu 36 anos depois em Matosinhos, após uma vida sentimental atribulada e marcada por alguns desgostos, nomeadamente a morte do irmão. Do sofrimento nasceram as palavras, transformadas em poesia onde a figura feminina marcava forte presença. “Livro das Mágoas” foi a sua primeira obra poética, publicado ainda Florbela cursava o terceiro ano de Direito.
Escreveu poesia, contos, um diário e epístolas; traduziu vários romances e colaborou ao longo da sua vida em revistas e jornais de diversa índole. É, contudo, à sua poesia, quase sempre em forma de soneto, que ela deve a fama e o reconhecimento.
Somente duas antologias, Livro de Mágoas (1919) e Livro de Sóror Saudade (1923), foram publicadas em vida da poetisa. Outras, Charneca em Flor (1931), Juvenília (1931) e Reliquiae (1934) saíram só após o seu falecimento.
A Biblioteca Municipal de Matosinhos tem nos seus espólios diversas cartas e fotografias de Florbela Espanca.
O próprio edifício, tem nas escadas a sua poesia imortalizada inspirando os leitores que diariamente visitam a Biblioteca Municipal Florbela Espanca de Matosinhos.
Trata-se assim de mais um bom motivo para divulgar a vida e obra da poetisa Florbela Espanca com o desenvolvimento de várias actividades que envolvem poesia, uma exposição bibliográfica, dança com hip hop poético, concurso de poesia no Facebook, lançamentos de livros e conversas com autores, uma sessão de poesia sénior, a conferência sobre o heterónimo feminino de Fernando Pessoa, declamação de poesia e actividades infanto juvenis comemorando o aniversário de nascimento e morte da insigne poetisa patrona da Biblioteca Municipal de Matosinhos.

“Uma semana para Florbela”

Programa

3 Dezembro, Segunda-feira

• Início da votação dos poemas enviados para o Concurso de Poesia Florbela Espanca no Facebook da Biblioteca
• 16:00 Exposição: FLORBELA: IMAGENS E POESIA – Átrio da BMFE

4 Dezembro, Terça-feira
• 18:00-Lançamento de livros de poesia “ Aprendiz dourado” de Renato Cardoso e “Bocado original” Eduardo Leal – Auditório da BMFE

5 Dezembro, Quarta-feira
• 15:00-Sessão de Poesia Sénior – Espaço Infanto juvenil da BMFE
“Momentos de poesia com os avós de Matosinhos” – Sessão de poesia popular, na qual os “nossos “ avós, de Matosinhos, da Associação dos Pescadores de Matosinhos e do Lar de Sant’Ana, vão cantar e recitar poemas de tradição popular que animaram as sua infância e juventude
• 16:30- Hip-hop poético com João Reis, Mariana Ribeiro e Nelson Rosa da ADN – Academia de Dança do Norte – Auditório da BMFE

6 Dezembro, Quinta-feira

• 15:00- Livro “Diplomata” de Vasco Ricardo – o autor conversa com jovens -Auditório da BMFE
• 21:00- Lançamento livro “Diplomata” de Vasco Ricardo – Auditório da BMFE

7 Dezembro, Sexta-feira

• Divulgação do vencedor do concurso do Facebook.
• 15:00 Conferência de Manuela Rocha dos Santos «Maria José – O Heterónimo “Esquecido” de Fernando Pessoa» -Auditório da BMFE
• 17:30 Entrega do prémio ao vencedor do Concurso de Poesia no Facebook
• 19:00 Apresentação do Livro de Poesia “Morrer De Vagar” de Alberto Serra com apresentação do jornalista Marcos Cruz – Auditório da BMFE
• 22:00 Apresentação/performance de poesia e prosa do livro “Antologia Amante das Leituras 2012”-Auditório da BMFE.

8 de Dezembro, Sábado
• 11:00 “Poemas desenhados” – uma sessão de poesia dirigida a crianças e acompanhantes, seguindo-se a pintura de aguarela.

10 de Dezembro, Segunda-feira
• 18:30 Lançamento do livro «Lendas do Porto, Vol. II» de Joel Cleto com apresentação de Júlio Magalhães e do Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Matosinhos Fernando Rocha – Átrio da BMFE

Actividade paralela:
Concurso de Poesia Florbela Espanca – Facebook
Datas: 26 de Novembro a 2 de Dezembro – Envio de poemas a concurso
De 3 a 6 de Dezembro – Votação
7 de Dezembro – Divulgação do vencedor

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NAS TEIAS DE FLORBELA:REFLEXÕES SOBRE A VIDA E A OBRA DE FLORBELA ESPANCA
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letras com cores
noites com poemas
poemas coloridos
Isabel Nunes trouxe à Biblioteca Municipal de Cascais, em São Domingos de Rana, uma soberba representação da sua obra, que disponibilizou em desafio de criatividade para que um grupo de poetas interpretasse cada quadro em forma de palavras. Valeu, então, Isabel Lousada, que estabeleceu, através de Florbela Espanca… a ligação entre a poesia de Florbela e a pintura de Isabel Nunes…
… nos fez a apresentação sumária mas vívida da sua obra…
… em percurso que, a ter algum reparo, apenas se lamentaria o ser de exposição tão breve, por tanta cor que haveria a dizer.
Valeu, então, Isabel Lousada, que estabeleceu, através de Florbela Espanca…
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Quem esta quinta-feira esperava uma viagem igual às outras no elétrico 28, foi apanhado de surpresa. Foi diferente… muito diferente.Na hora marcada, às 14:30 horas, Dalila Carmo e Ivo Canelas presentearam os utilizadores de um dos transportes públicos mais emblemáticos da capital lisboeta com a leitura de algumas obras de Florbela Espanca.A ação, parceria da Ubkar Filmes com a Carris, pretendeu divulgar a estreia do filme «Florbela», de Vicente Alves do Ó, protagonizado por Dalila Carmo, Ivo Canelas e Albano Jerónimo.Esta é a primeira adaptação para cinema da vida da poetisa, cujo papel ganha vida através de Dalila Carmo.A escolha desta inédita forma de demonstração recaiu por um dos percursos mais conhecidos de Lisboa antiga devido a uma cena de grande tensão do filme, passado no interior de um elétrico, que foi recriado com todo o auxílio da Carris.As obras declamadas, pertencentes às correspondências pessoais da poetisa, foram escolhidas pelos dois atores e contou com a leitura de temas como «Eu sou hoje o que fui sempre», «Sou uma iludida desiludida» ou «Mulher», em homenagem a 8 de março, Dia Internacional da Mulher.MAIS ESSA NOTICIA:
http://aeiou.visao.pt/florbela–a-mulher-que-tinha-sede-de-infinito=f651552
FLOERBELA, de Vicente Alves do Ó

Florbela : A Mulher que tinha sede de infinito

O seu castelo era a dor, Florbela Espanca, “castelã da tristeza”, bem o dizia, e no filme, Vicente Alves do Ó desfia este colar de malogros, inquietações, exaltações eróticas, mórbidas e premonitórias  – com um sentido estético muito próprio: o seu

Não lhe interessa, não quer saber. Diz que “a beleza” que põe nos seus filmes acaba virando-se contra ele, isso não o atinge, mas sente “o preconceito”. Já o criticaram por fazer filmes “demasiado bem acabados”… Foi assim com Quinze Pontos na Alma (2011), talvez volte a acontecer com Florbela (estreia-se hoje, dia 8), o filme sobre a poetiza que exaltava nos seus poemas uma espécie de solenidade ritual da desgraça, e cujo neo-romantismo rimava funestamente com a desdita da sua vida. Mas Vicente não fez o biopic mais óbvio (isso reserva-o para a série televisiva, que se encontrará com Florbela desde o nascimento, não reconhecido pelo pai, até à sua desistência de viver, aos 36 anos, fragilizada pela doença, pelo desgosto e por três tentativas de suicídio). Neste filme, Vicente “captura-a” (como gosta de dizer que as câmaras fazem aos momentos, “aprisionamo-los para a eternidade”) na altura em que ela está numa fase de bloqueio criativo. Não escreve mais, não consegue, após dois casamentos malogrados e dois divórcios, Florbela (Dalila Carmo) está novamente casada com um médico de Matosinhos (Albano Jerónimo). “Agora já sou o que todos esperam que eu seja: uma mulher casada, honrada e, acima de tudo, discreta”. Mas no próprio dia do casamento, no mesmo momento em que, por fora, pronuncia esta frase de apaziguamento, por dentro já toda ela é ânsia e alvoroço. Queixa-se do mar, que não pára: “O mar nunca se cansa”. No fundo, explica Vicente, “ela ao falar do mar, está a falar dela própria e do que está a viver na sua cabeça. É uma ideia inquietação e já de perturbação”. Vicente percebe do que fala, ele próprio viveu junto à costa, em Sines, até aos 27 anos, e sabe como o mar no inverno, numa praia despovoada, se pode tornar opressivo: “Não é bonito, não”. E ele tem sempre de “se trazer” um bocado para dentro dos filmes, “senão não fazem sentido”. E afinal, a mulher que “só via a floresta e era incapaz de olhar a árvore”, que se olhava como “uma pantera enjaulada na vida”, porque, continua o realizador, “ela sentia a sua garra felina presa aos convencionalismos da época”, essa Florbela Espanca “sou eu”, Vicente Alves do Ó, 40 anos, natural de Sines, autor de uma vintena de guiões, um romance (Kiss Me), outro a caminho, três curtas e duas longas. “No meio do cinema eu sou a Florbela Espanca”, insiste, como Flaubert e a Madame Bovary. “Eu sou um outsider do sistema. Não tenho telhados de vidro, só devo os meus filmes ao meu esforço. Não venho de escolas, não pertenço a tribos…”. Uma vez, António da Cunha Telles disse-lhe, a propósito da sua curta que não foi seleccionada para o Festival de Vila do Conde: “Tu és o gajo mais marginal do cinema português”.

“É sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,/a mesma angústia funda, sem remédio,/ andando atrás de mim, sem me largar”.

Com os sonetos de Florbela Espanca Vicente travou conhecimento na adolescência. Com a prosa, logo a seguir. No bolso traz a prova do amor e de um delito, “a única coisa que roubei na vida”. Não foi tecnicamente um roubo, chamemos-lhe, antes, não devolução a uma biblioteca municipal. Uma primeira edição dos contos de Florbela Espanca, já com as folhas amareladas e a desagregarem-se do volume. Impressionou-o As Máscaras do Destino, dedicado à memória do irmão, “ao meu querido morto”, o aviador Apeles, que se terá suicidado no Tejo no seu hidro-avião, aos 30 anos: “Os mortos são na vida os nossos vivos, andam pelos nossos passos, trazemo-los ao colo pela vida fora e só morrem connosco”. Interessou-se por esta relação estranhamente próxima com o irmão. São quase os únicos momentos em que Dalila Carmo sorri no filme, aqueles que passa na companhia do irmão (Ivo Canelas).

 “E quanto mais no céu eu vou sonhando,/ E quando mais no alto ando voando/ Acordo do meu sonho… E não sou nada!…”

No filme anterior, a história de uma mulher (Rita Loureiro) que tem tudo para ser feliz, até ao dia em que recebe um beijo de um suicida e desiste de tudo para perseguir um fantasma, Vicente convocava todos os seus amores, a moda, o design, o cinema, a fotografia… “Esse filme era muito à volta de mim, este não tanto”. Mas ainda assim os filmes comunicam-se através de um beijo lésbico entre a actriz Rita Loureiro e Dalila Carmo, num lelião de uma festa dos loucos anos 20. “Eu vejo os dois como the light and the shadow. Os Quinze Pontos… era um filme frio, sombrio, diabólico, com aquela anti-heroína, uma mulher que procura o sofrimento, porque ‘se não doer como sabemos que estamos vivos?’. A Florbela, pelo menos verbaliza o que sente, não está morta, ainda não congelou”. Curiosamente, são sempre beijos de mortos (“a visita da dama dos dedos descarnados”, nas palavras de Espanca), que despertam os vivos, ao contrário da história da Bela Adormecida. “É a morte dos homens que as salvam, uma espécie de sacrifício que nunca é cobrado”, continua. Toda esta vocação de plenitude de Florbela Espanca votada ao desastre, o não reconhecimento pelos círculos literários, os casamentos infelizes, a neurose acentuada, a depressão, a ânsia de maternidade nunca consumada, os abortos espontâneos… no filme, o beijo do irmão morto, que surge do mar, é o ponto de viragem. Ela salva-se – ainda que por pouco tempo – porque volta a escrever.

“O amor de um homem? – terra tão pisada, /gota de chuva ao vento baloiçada…/Um homem?- quando eu sonho o amor de um Deus”

“O cinema português tem um problema com a beleza, não acreditamos nela porque a associamos a algo artificial”, comenta o realizador. “Trata-se a moda e o design como se fossem futilidades. O cinema parou de sonhar e de fazer sonhar, não ajuda a transcender como ser humano. Não consigo lidar com a arte que apenas me duplica, não preciso de espelhos, mas de caminhos e luz. Preciso que a arte me leve a outro sítio, que me eleve, transcenda e me rasgue…”. Entre a pulsão da poesia, o apelo da morte, um marido “que é terra”, e um irmão “que é loucura”, talvez Floberla, lá da sua enseada suicidária, tenha sentido o mesmo estigma do convencionalismo e as marcas do kitsh que sempre se lhe colaram aos seus arrebatados sonetos.

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À margem do soneto

Nascida em Vila Viçosa em 1894, filha ilegítima de uma mulher humilde e de pai burguês (este só a reconheceria postumamente),
Florbela Espanca viveu os conturbados tempos da República, o início da ditadura, chegou a frequentar o curso de Direito em Lisboa(14 mulheres entre 350 homens), sempre completamente alheada das convulsões políticas e sociais. Tinha olhos de olhar para dentro, para os seus três casamentos e outros enamoramentos malogrados, dois divórcios, os abortos espontâneos, a morte do irmão, as suas assombrações, os suicídios tentados e outras vicissitudes existenciais. Numa colectânea recente da Editorial Presença, José Carlos Seabra Pereira, académico estudioso da poesia florbeliana refere-se à sua obra, notando “a presença axial da vocação da plenitude e a sua configuração quimérica, votada ao malogro por choque brutal com a realidade adversa ou por estiolamento na vida medíocre e no desencanto interpessoal”.    

Ler mais: http://aeiou.visao.pt/florbela–a-mulher-que-tinha-sede-de-infinito=f651552#ixzz34iJXeyGe

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Filme de Vicente Alves do Ó estreia amanhã nas salas nacionais

Dalila Carmo revive Florbela Espanca (COM VÍDEO)

É o papel da vida de Dalila Carmo, nas palavras da própria, e percebe-se bem porquê. ‘Florbela’, amanhã em estreia nacional, é ela o tempo todo, em todas as cenas, a encher o ecrã. O filme, segundo o realizador Vicente Alves do Ó, inspira-se livremente na “vida e obra da poetisa Florbela Espanca”, como se anuncia no genérico de abertura. E voa (mesmo) livre ao longo de mais de duas horas.

Por:Sofia Canelas de Castro

“É o papel da minha vida. Estou mesmo muito feliz”, admitiu ao CM a actriz, durante a rodagem. O realizador acha o mesmo: “É o papel da vida deles, dos actores principais”, frisa Alves do Ó, englobando ainda Ivo Canelas e Albano Jerónimo, que completam o trio de protagonistas.

“‘Florbela’ é um filme muito físico. O primeiro [‘Quinze Pontos na Alma’] era um filme da alma, este é do coração. É muito sangue, suor e lágrimas, muito emotivo”, reforça o cineasta. Num universo entre a realidade, os sonhos e as alucinações da escritora, Dalila dá corpo e alma – muita alma! – à personalidade conturbada e controversa da sua musa, que domina a trama.

Quanto à história… bom, história, propriamente dita, não há. Nem retrato ou explicações para a morte misteriosa (suicídio, tristeza?) de Florbela.

O filme vagueia em torno da protagonista e da sua relação emocional com os homens da sua vida: o irmão, Apeles (Ivo Canelas) e o segundo marido, Mário Lage (Albano Jerónimo).

A obra ‘Florbela’ mostrar-se-á em oito cópias no circuito comercial e ainda no alternativo. A digressão itinerante pelos cine-teatros e outros espaços do País arrancou ontem em Guimarães, e Grândola, sexta-feira, é a vila que se segue. Para já, está garantida a passagem por 54 cidades.

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Vila Viçosa. Filme “Florbela” com antestreia esgotada

Detalhes
Categoria: Noticias Culturais
Escrito por Redacção
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O novo filme do realizador Vicente Alves do Ó, “Florbela”, sobre a poetisa calipolense está a gerar grande expetativa. Segundo o município local estão esgotadas as cinco sessões de antestreia, que vão rodar nos dias 2 (três sessões), 4 e 5 de fevereiro.

“Florbela” estreia a 08 de março, Dia Internacional da Mulher, e tem exibição garantida em pelo menos 54 cidades, até ao final de maio.

O filme, protagonizado por Dalila Carmo, retrata a obra e a vida da poetisa nascida em Vila Viçosa, localidade onde foram rodadas cenas do filme, que contou com a participação de figurantes locais.

Do elenco do filme fazem ainda parte os atores Albano Jerónimo, Ivo Canelas, José Neves e Rita Loureiro.

No dia da antestreia alguns atores e o realizador vão participar nas escolas locais, em sessões de poesia sobre Florbela Espanca. Produzido por Pandora Cunha Telles e distribuído pela Ukbar Filmes, esta produção sobre conta com o apoio do município de Vila Viçosa.

Florbela Espanca, autora do Livro de Mágoas, Livro de Soror Saudade, Charneca em Flor e Juvenília, considerada uma das mais brilhantes poetisas de língua portuguesa de todos os tempos, nasceu em Vila Viçosa a 08 de dezembro de 1894.

A poetisa faleceu em Matosinhos na noite de 07 para 08 de dezembro de 1930, com 36 anos, tendo sido sepultada naquela localidade nortenha. Os seus restos mortais repousam no cemitério de Vila Viçosa.

 

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Programação
 — 06/03/2012 9:30 pm

MAR 06 | Florbela (ANTE-ESTREIA)

 

FLORBELA (Ante-estreia )
06 Mar 21:30
de Vicente Alves do Ó, com Dalila Carmo, Ivo Canelas e Albano Jerónimo
2012 – 119m – M/12
Sessão CEC – SÃO MAMEDE CAE

Num Portugal atordoado pelo fim da I República, Florbela (Dalila Carmo) separa-se de forma violenta de António (José Neves). Apaixonada por Mário Lage (Albano Jerónimo), refugia-se num novo casamento para encontrar estabilidade e escrever, mas a vida de esposa na província não é conciliável com sua alma inquieta. Não consegue escrever nem amar. Ao receber uma carta do irmão Apeles (Ivo Canelas), oficial da Aviação Naval e de licença em Lisboa, Florbela corre em busca de inspiração perto da elite literária que fervilha na capital.

Na cumplicidade do irmão aviador, Florbela procura um sopro em cada esquina: amantes, revoltas populares, festas de foxtrot e o Tejo que em breve verá o irmão partir num hidroavião. O marido tenta resgatá-la para a normalidade, mas como dar norte a quem tem sede de infinito? Entre a realidade e o sonho, os poemas surgem quando o tempo pára. Nesse imaginário febril de Florbela, neva dentro de casa, esvoaçam folhas na sala, panteras ganham vida e apenas os seus poemas a mantém sã. Por isso, Florbela tem que escrever!

Este filme é o retrato íntimo de Florbela Espanca: não de toda a sua vida cheia de sofrimento, mas de um momento no tempo, em busca de inspiração, uma mulher que viveu de forma intensa e não conseguiu amar docemente.

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Vila Viçosa. Mantém-se impasse na casa onde viveu Florbela Espanca

A situação do número 59 da Rua Florbela Espanca, em Vila Viçosa, continua sem fim à vista. A autarquia local está interessada em adquirir e recuperar o imóvel onde viveu a poetisa calipolense mas um processo litigioso entre Joaquim Letras e a esposa – proprietários da casa – está a atrasar o processo.

Luís Roma, presidente do município de Vila Viçosa, explica a posição da Câmara

 

Joaquim Letras comenta a situação e conta a história da casa

 

    

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«Florbela», de Vicente Alves do Ó, estreia a 8 de março

O novo filme do realizador Vicente Alves do Ó, «Florbela», sobre a escritora Florbela Espanca, estreará a 8 de março, Dia Internacional da Mulher, com exibição garantida em pelo menos 54 cidades.

Vicente Alves do Ó optou por ser ele a levar o filme às salas de cinema, para permitir que esteja em exibição mais do que duas semanas, disse o realizador à agência Lusa. «Esta foi a forma escolhida para distribuir o filme por ser a única que nos permite tê-lo em exibição mais do que duas semanas em sala de cinema», sublinhou.

A produtora Pandora Cunha Telles esclareceu à agência Lusa que terá reuniões com duas distribuidoras para assegurar a exibição também no circuito comercial.

«Juntar o sistema comercial das grandes cidades com o sistema itinerante e alternativo do interior do país, é a única forma de o cinema português chegar ao seu público», disse a produtora.

O realizador Vicente Alves do Ó não quer que «Florbela» «corra o risco de não ser visto» e por isso optou for fazer o mesmo que João Botelho fez com «Filme do Desassossego», levando-o a salas de cinema do litoral ao interior, de norte a sul do país e ilhas.

«Com o «Florbela» vou ser realizador, portador do filme, projecionista, mas sinto-me muito feliz com isso porque esta é a única maneira de dar o filme a conhecer», observou o realizador.

Para Vicente Alves do Ó, esta é também a única forma de reconciliar o público português com o seu cinema, já que os governantes «além de mostrarem não gostar do cinema, não o respeitam».

«Os governantes até podiam não gostar de cinema português, mas pelo menos deviam respeitar quem o faz e isso não acontece», lamentou.

Pandora Cunha Telles também defendeu a necessidade de as distribuidoras de cinema encontrarem um «ponto de equilíbrio» na distribuição dos filmes portugueses.

Antes daquele périplo, o filme terá antestreia no cinema São Jorge, em Lisboa, no dia 28 de fevereiro.

A operação de divulgação do filme, que retrata a obra e a vida, nem sempre fácil ou calma, da poetisa nascida em Vila Viçosa, começa no dia 16 de fevereiro, quando os atores Dalila Carmo e Ivo Canelas participarem no Palácio Galveias, em Lisboa, numa sessão de poesia que pretende dar a conhecer Florbela Espanca, disse Pandora Cunha Telles.

A iniciativa estender-se-á às bibliotecas municipais de Telheiras e do Camões, em Lisboa, onde decorrerão eventos com leitura de poemas e um passatempo sobre a escritora, cujo prémio será entregue ao vencedor na antestreia do filme.

«Leia Florbela, veja o filme e, se não vir o filme, leia sempre Florbela» é, segundo Pandora Cunha Telles, o mote para estas iniciativas de poesia.

Sobre «Florbela», protagonizado por Dalila Carmo, o realizador disse tratar-se de um filme sobre a poetisa de Vila Viçosa, mas também sobre o ser português, sobre a inquietação dos portugueses.

O filme, que Vicente Alves do Ó estreia depois da longa-metragem «Quinze Pontos na Alma», tem exibição assegurada até ao final de maio em 54 cidades.

São elas Lisboa, Porto, Gaia, Viana do Castelo, Ponte da Barca, Braga, Santo Tirso, Bragança, Guimarães, S. João da Madeira, Santa Maria da Feira, Aveiro, Ílhavo, Figueira da Foz, Coimbra, Lousã, Arganil, Covilhã, Castelo Branco, Portalegre, Torres Novas, Leiria, Alcobaça , Caldas da Rainha, Torres Vedras, Cascais, Almada, Barreiro, Setúbal, Odemira, Ourique, São Brás de Alportel, Castro Marim, Portel, Alvito, Viana do Alentejo, Évora, Campo Maior, Viseu , Baião, Felgueiras, Chaves, Paredes de Coura, Esposende, Manteigas, Mortágua, Abrantes, Odivelas, Sines, Grândola, Beja, Faro, Ponta Delgada e Tomar.

@Lusa

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IPP | Loucas, não e não – Florbela Espanca e Maria Adelaide Cunha

Data de inserção: 23-01-2012

A Casa do Pessoal do IPP, propõe-se agora, proporcionar aos seus associados um serão cultural, a realizar na próxima sexta-feira, pelas 21H30 no Café Concerto da ESMAE, sito na Rua da Alegria, n.º 503, Porto.